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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Qual é a tua língua?


Numa manhã nublada depois de um croissant e de um café, caminhámos para o Mercado do Bolhão, recolhemos algumas expressões linguísticas dos trabalhadores e também as suas vidas nesse mercado histórico do porto.
D. Alice. 84 Anos.
Uma senhora bem-disposta, alegre e muito simpática, começou-nos por contar sobre a origem da palavra bolhão, ou seja, ela disse que antigamente era uma bolha de água, um riacho que descia até ao rio Douro. Mais tarde, construíram o mercado, que ainda hoje, se fizermos um buraco no chão, encontramos a bolha de água e assim surge o nome “Mercado do Bolhão”.
Ao fazer as questões relacionadas com as expressões à moda do norte, as únicas que as vendedoras conheciam eram “vai no batalha” (não acreditar em algo) e “estar com os vitorinos encharcados”( estar bêbedo).
Numa das questões que fizemos, apercebemo-nos que existe mesmo a pronúncia do norte, pelo facto de se abrir muito as vogais, como por exemplo nas palavras "ponte", "fonte" e "morto".
De seguida dirigimo-nos à frutaria, para saber a diferença entre magnórios e nêsperas. Falamos com a senhora responsável pela sua banca e ela disse que não havia diferença entre as duas, já que são as duas a mesma fruta, utilizando-se apenas palavras diferentes.
Mencionamos algumas expressões para saber o seu significado, tais como, “Dar a filoxera a alguém”, “Vai no Batalha” e “Doer o garfeiro todo”, pelo que houve uma certa dificuldade por parte da vendedora em saber o seu significado.
Saímos do Bolhão em direção à Ribeira, paramos na Sé e questionámos uma senhora de 74 anos que estava a vender peixe na rua. Perguntamos o que significava a palavra “Morcão”, se existia diferença de falares entre o Norte e o Sul e a sua importância. Soubemos que segundo a sua opinião ela considerava existir realmente diferenças notórias no que respeita aos falares do norte e sul.
Seguimos em direção à Ribeira e entramos numa loja de fado na Rua Escura. Entrevistamos o senhor responsável pela mesma, conhecido pelo "Toni das Violas". Ao entrarmos na loja, reparamos que a mesma estava cheia de violas e posters referentes ao fado, já que o “Toni” arranjava instrumentos musicais. A pergunta que se seguiu foi se havia discriminação entre os diferentes falares (norte e sul). Ele dizia que os do sul gozavam connosco quando éramos nós a gozar com eles e deu o exemplo da palavra (carago). Para finalizar a entrevista, o senhor mostrou-nos um exemplo de um fado cantado por ele.
 
Continuando a nossa caminhada, entrevistamos uma senhora na rua, com o objetivo de encontrar alguém natural da Ribeira. Por azar, o senhor morava lá mas era natural de Lisboa, referindo algumas diferenças entre palavras do norte e do sul.
Já na Ribeira, dirigimo-nos a uma tasca e entrevistamos uma senhora lá presente, as perguntas que surgiram foram sobre o centro histórico do Porto e desde quando é considerado como sendo Património cultural da Humanidade. Perguntou-se também se considerava que havia rivalidade entre o falar do norte e sul.
 
Para finalizar a nossa longa viagem, paramos em Miragaia e abordamos uma senhora para sabermos o que se fazia na Cantareira antigamente e o que é o “estaleiro do ouro”. A senhora acabou a entrevista a cantar um bocado de uma música popular de Miragaia.
 
Com este passeio e reportagem, concluímos que existe realmente muita diversidade nos falares, mesmo na própria cidade do Porto. Para além disso, sentimos que as pessoas gostam das expressões próprias que utilizam, das variações linguísticas porque estão muito relacionadas com a sua identidade, a identidade própria do povo do norte. De notar que fomos encontrando, ao longo do percurso, gentes provenientes de várias regiões de Portugal, pelo que havia uma certa mistura nas maneiras de se expressarem. Achamos que é desta forma que a língua vai evoluindo, enriquecendo, tornando-se cada vez mais bela!
Redatores:
Amilton Dias
Cátia Santos
Hugo Ferreira
Jorge Albuquerque
Em breve, apresentaremos neste blogue o filme elaborado pela nossa turma! Não percam!
 
 

O Índice de Felicidade da Comunidade Cesae

A felicidade é formada por diversas emoções e sentimentos, que podem ser por um motivo específico, como um sonho realizado, um desejo atendido, ou até mesmo pessoas que são conhecidas por estarem sempre felizes e de bom humor, onde não é necessário nenhum motivo para elas estarem num estado de felicidade.





Consideras-te Feliz?




Valorizas-te?



Existe Felicidade sem Amor?




Ser feliz significa viver com a Felicidade?





Numa escala de 0 a 10, em qual te posicionas em relação à tua felicidade?




Achas que os Portugueses são Felizes?



O questionário foi respondido por 46 pessoas, sendo que 27 foram do Sexo Masculino. 11 Sexo Feminino e os restantes 8 não identificaram o sexo.
Concluímos que no final do questionário a Comunidade do Cesae é feliz, mesmo tendo em conta que achem que os portugueses, na generalidade, são infelizes.
De sublinhar que no gráfico referente à questão "Existe felicidade sem Amor", o sexo masculino diz que vive feliz sem Amor, ao contrário do sexo feminino que menciona que não vive feliz sem Amor.




















segunda-feira, 6 de maio de 2013

O que é nosso



Mas nem tudo é o que parece, por muito que o nosso país esteja em crise, temos ainda vários valores, tanto individuais como coletivos.
Vamos dar vários exemplos em diferentes áreas, seja de pessoas ou empresas que elevam o nome de Portugal pelo mundo. Na área das tecnologias temos a Ndrive que é um dos softwares GPS mais utilizados no mundo. Na roupa temos a Salsa, líder ibérica e com lojas em todo mundo. No calçado podemos encontrar a Fly London.
Em termos individuais podemos referir nomes como: Joana Vasconcelos (artesã), José Avillez (Cozinheiro), Manuel Oliveira (Cineasta), Cristiano Ronaldo (Futebolista), José Mourinho (Treinador de futebol), Guta Moura Guedes (Escritora) e a Amália Rodrigues (Fadista, o fado é considerado património mundial pela UNESCO).
É importante referir estas marcas, já que muitas delas são conhecidas e valorizadas por todos os portugueses mas pensamos que são de outros países, logo, por vezes dizemos que em Portugal não existem coisas boas, quando ao mesmo tempo estamos a valorizar marcas portuguesas sem saber.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Valorizar o que é Português



Descobrimentos


A ideia surgiu com o Infante D. Henrique. Tudo começou no século XIV e durou cerca de 200 anos, até ao século XVI.
Foi uma época gloriosa e com bastantes feitos, nomeadamente com a descoberta de várias populações e terras, havendo uma grande projeção da cultura portuguesa para o mundo.

"Muitas são as perguntas que surgem quando procuramos explicar a relação especial que os portugueses mantêm com os Descobrimentos, mas será que o conhecem?
Será que é por ele que o mar tem um papel tão importante na cultura portuguesa, no seu imaginário, ou é só porque geograficamente Portugal é um país pequeno como uma costa grande?
A importância do mar, caminhos que os portugueses abriram, a contribuição da literatura, que hoje em dia nos utiliza, como por exemplo “ Os lusíadas” e muito mais outras obras.
É evidente que um político quando se dirige aos seus eleitores tem de dar a noção de que está conotado com o passado deles, e que é herdeiro de uma determinada tradição histórica e cultural.
A Expo ’98 foi certamente um grande momento de divulgação internacional de Portugal, com a tônica posta num passado de glórias de navegadores e vice-reis e num presente e num futuro de grande modernidade.
Na nossa opinião, que os descobrimentos já tiveram mais importâncias em relação ao mundo la fora, e agora na atualidade nem por isso, parece a história esta a cair no esquecimento."

(Série Mar Português: Continuamos esmagados pelos Descobrimentos?)

 A pergunta que nós fazemos é: será que é mesmo importante a história do passado dos descobrimentos dos portugueses?
Hoje em dia, estes feitos dos portugueses já não têm grande valor como já tiveram antigamente, e sinceramente, como as coisas se estão a encaminhar, será muito difícil conseguir esse êxito de novo, isso porque hoje em dia há mais interesses económicos, por parte daqueles que nos governam, do que propriamente dar valor ao nosso património cultural.

Mas nem tudo é o que parece...

Jardim Botânico do Porto

Visita ao Jardim Botânico do Porto.


Fragmentos de uma reportagem fotográfica...



Como tudo começou...


Com a criação deste blogue, queremos dar a conhecer a todos os nossos primaços e primaças as nossas perspetivas sobre as temáticas da nossa sociedade.

Escolhemos "desoculta" por não querermos ocultar nada a ninguém, antes pelo contrário, queremos mostrar tudo o que se passa na nossa sociedade, fazendo ouvir a nossa voz. Através da palavra, da imagem e do som pretendemos mostrar como somos livres. 

Desta forma, queremos ver assim o nosso mérito reconhecido.