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sábado, 30 de novembro de 2013

Visita à Fundação Eça de Queirós


Uma ideia fenomenal do Dr. Jair fez com que duas das turmas de aprendizagem de Multimédia, do CESAE Porto percorressem uns bons quilómetros que separam Porto de Baião.

Caldas de Arêgos era o nome da estação até porque o meio escolhido foi o comboio. Pela manhã, concentraram-se em São Bento com aquele espírito de quem vai conhecer coisas novas e a aventura começou. Liderados pela Drª Mª José (mulher com M grande) a "caravana" do CESAE disfrutou da paisagem do Douro e da maravilhosa leitura em pleno andamento da carruagem. Entre risos e fotografias todos confraternizaram e tiveram uma viagem agradável. Mas ninguém esperava por um caminho pedonal tão complicado, desde a estação até à graciosa casa de Eça de Queirós: terrenos íngremes e com muitas pedras...

Os caminhos de Jacinto fizeram com que a necessidade de água para os alunos fosse relevante. Com muito esforço e várias paragens, todos conseguiram chegar ao destino, onde já os esperava o belo almoço tradicional de Eça.... com o apetite a surgir nos presentes. A monitora que os recebeu com a máxima simpatia esperava-os no auditório da casa para assistirem a um pequeno documentário relativamente à vida e obra do escritor.

Seguidamente, passaram para a cozinha onde as entradas para o almoço já os esperavam, desde presunto até uns deliciosos cogumelos recheados com queijo. O Dr.Jair voltou a ler alguns excertos do livro "As cidades e as serras" e as turmas prosseguiam com o almoço queirosiano (canja de galinha, arroz de favas com frango dourado e leite creme,). Tudo regado com diversas bebidas: água, sumos e o bom vinho de Tormes, produzido na Adega da Fundação, para compensar o esforço tido na inclinada subida.

Da parte da tarde, a visita pela casa iniciou-se de forma tranquila e ordeira. O ponto alto foi serem recebidos pela D.Maria da Graça, 93 anos, viúva do neto de Eça de Queirós. Falaram com esta senhora e fizeram algumas questões pois estavam com muita curiosidade. Objetos, obras e características da casa foram divulgados para espanto de alguns. Terminando a fenomenal visita, voltaram com tranquilidade à estação com um sinal na mente: de que aquela visita os tinha enriquecido muito! A viagem e o regresso foram animados e proveitosos.

Foi um dia diferente com convívio, companheirismo e, sobretudo, união! Para repetir!!

João Martins (formando da turma de Multimédia, CESAE Porto)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A viagem no tempo



“A serra tem bocados em que se humaniza”

Eça de Queirós (aquando da sua visita a Santa Cruz do Douro em 1892)

 
Por vezes, mergulhados numa inércia própria do “pantufismo” consumista, proposto pela sociedade, esquecemo-nos das maravilhas que nos circundam. Eça falou-nos desta dicotomia campo/cidade no seu livro “A cidade e as Serras” e brindou-nos com descrições minuciosas sobre cada uma destas dimensões.

Claro que é sempre agradável estarmos resguardados no conforto da nossa casa, rodeados por coisas que nos facilitam as vidas, tornando-as mais ágeis e rápidas. Mas para quê a rapidez? Para chegar onde exatamente? O que nos orienta? O que nos move e para onde? O que nos faz sentir vivos? Ao longo dos anos, a evolução, apesar de positiva, tem-nos vindo a afastar desta dimensão natural, abafando-nos numa redoma tépida de facilitismos que nos embriagam numa miríade fabulosa de sensações viciantes, adormecendo-nos aos poucos, anestesiando o nós que ainda pulsa num profundo que cada vez mais nos é desconhecido. Até o tememos, este nosso desconhecido!

Esta visita, para além de nos lançar no imaginário queirosiano, ofereceu-nos ainda a oportunidade de podermos partilhar um pouco de nós com os outros, um pouco da nossa sabedoria, para além de percorrermos também um caminho interior que nos irá proporcionar um encontro com a tal dimensão natural muitas das vezes esquecida por nós.

 
“Uma paisagem nunca vista é uma grande felicidade, e em cada volta há sempre algo novo.”

 
Henry David Thoreau, “Caminhada”

T.P.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pelos trilhos de Sophia de Mello Breyner...

Manhã cinzenta.
Uma brisa húmida pequenina invadia o hall de entrada decorado com as enormes tílias sorridentes. A juventude ensonada erguia-se ao som da voz da guia que, num tom enérgico e apelativo, lhes contava as histórias de cada árvore, folha, da casa Andresen e dos seus ocupantes, João e Joana (avós de Sophia de Mello Breyner).


Por todo o Jardim, vestígios da inspiração que pincelaram alguns contos infantis escritos por Sophia: as marcas do velho carvalho, habitação de um anão imaginado no conto "A floresta", a estátua feminina de bronze que vigiava o dormitar silencioso das rãs, inspiração para o conto "Rapaz de Bronze". Prosseguiam, arrastando os ténis desapertados, espreitando por entre as verdes e frescas folhagens que escondiam recantos, a Casa do Gato (a velha adega da quinta que era guardada por um gato), as estufas, umas decrépitas e enrugadas pelo passar do tempo, outras recentemente maquilhadas, albergando algumas espécies de flora não muito comuns.

Questionaram, tocaram, brincaram, lembrando tempos de criança, seguros de que ali seria um sítio onde voltariam para poder tranquilamente estar e usufruir da magia que enfeitiçou também a poetisa Sophia de Mello Breyner.
 
 

domingo, 22 de setembro de 2013

Ócio Criativo


 Na nossa opinião, Agostinho da Silva não deixa de ter a sua razão no que escreveu no texto lido na sessão. Transmitiu a realidade dura dos jovens de hoje em dia, sendo que muitos deles seguem os maus caminhos, ao meterem-se na droga, ao roubarem, ao tornarem-se violentos. Nós concordamos em certos aspetos, pois quanto menos fazemos, menos queremos fazer; acomodamo-nos ao não fazer nada, ao não “lutarmos” pelas vidas, torna-se um ciclo vicioso.
Agostinho da Silva tenta também encontrar soluções para sair desta “rotina”, da qual nós podemos ou não concordar, pois ninguém é igual a ninguém, cada um tem a sua realidade, a sua maneira de reagir às coisas. A nossa solução seria haver um certo equilíbrio entre trabalho/ócio, pois se, por exemplo, ao fim de 2 horas de trabalho, descansarmos 10 minutos, iremos ter o cérebro “mais descansado” e com outra vontade de encarar outra vez o trabalho e sermos mais produtivos.
 
Anabela Moreira
Sara Teixeira
Tiago Almeida
Vítor Pereira

Ócio = Tempos Livres


O ócio significa repouso, descanso, folga, preguiça, ou seja, resumindo é uma ocupação agradável em momentos de folga.

A nosso ver, pensamos que o ócio deve ser a base fundamental da nossa sociedade, mesmo trabalhando podemos sempre ter o nosso momento de “pausa”, só temos é de saber aproveitar todos os momentos da nossa vida como se fossem os últimos, sem fazer asneiras, ou seja sem fazer mal a ninguém, sem prejudicar ninguém.

O ócio muitas vezes leva-nos a fazer coisas impensáveis tais como seguir o caminho dos maus vícios, ou até mesmo pode-nos levar à morte, ou porque temos problemas, desgostos da vida, ou até mesmo porque não temos nada para fazer, mas isto não pode ser assim, temos de levantar a cabeça, não desistir de uma oportunidade tão boa que é a vida e seguir em frente mesmo com altos e baixos!

Com algum esforço sobra sempre algum tempo para o nosso descanso, basta querer!
Vanessa Silva
Ricardo
Bruno Peneda
Rafael