“A capacidade que temos de nos admirarmos a
nós próprios é imensa, a razão para isso é a nossa falta de coragem para nos
descobrirmos a nós mesmos. Quase tudo o que sabemos sobre nós são outras
pessoas que nos veem por fora e que falam sem muitas vezes saberem por que razão
somos assim e começam a criticar o que parecemos ser e não o que realmente
somos. Por essa mesma razão é que eu acredito que temos medo de mostrar quem
realmente somos ou ainda pior, eu acho que muitas vezes não sabemos quem somos,
porque nos escondemos atrás do que tentamos parecer para sermos melhor vistos pela
sociedade.
Seremos nós prisioneiros da nossa própria mente?”
André DuarteSeremos nós prisioneiros da nossa própria mente?”
Senti coisas que nunca havia sentido e só
agora a vida ganhou um sentido, só agora sei o que quero, pois só agora te
conheci.
E só após te conhecer, me conheci a mim, pois
só viver contigo, esta vida me faz querer.”
João Jesus
Caro leitor, se está a ler esta carta é
porque és um gajo sem respeito pela privacidade dos outros, lá por eu estar
aqui estatelado no chão e tu vês um pedaço de papel com letras vens logo ler, e
ficas já avisado que se me levas os 100 euros que tenho na carteira vou te
assombrar para o resto da tua vida…… Foste lá ver não foste? Tu achas mesmo que
eu me ia atirar de lá de cima com 100 euros na carteira e não os ia gastar
primeiro? És muito nabo! Mas pronto vamos lá ao verdadeiro objectivo desta
carta.
Eu estou a escrever isto porque segundo a
igreja o que eu fiz dá direito a uma passagem de ida para o inferno, mas eu
antes disso queria provar que depois da morte não há mais nada. A maneira de eu
demonstrar isso mesmo é estar a ver-te a ler isto e no momento que chegares
aqui dar-te semelhante chapada para te virar a cara para o cu! Sentiste-a? A
partir daqui tens dois percursos:
1º Se a sentiste diz a minha família o que eu
fui para o inferno porque me suicidei para dar uma lapada em alguém.
2º Se não a sentiste diz que é para enterrar!”
Mauro Monteiro
Uma tarde chuvosa, um homem indeciso entre a
vida e a morte. Farto de discriminação, em que cada movimento que ele fazia,
demonstrava as feridas que em tempos mentes fechadas abriram. Tudo por causa de
uns trapos diferentes do comum. Impressionante como a cor de pele pode mudar
tanta coisa. O que a comunidade se esquece é que em tempos tudo era a base de
preto e branco. As duas cores sempre estiveram ligadas… Enfim, comecei por
falar no singular e já estou a falar no plural, porque ninguém consegue viver
sozinho, e nós somos o reflexo do que nos rodeia. Infelizmente em vez de
desenvolvermos o sentimento de generosidade, temos de criar uma barreira de
força psicológica, para sermos capazes de lidar com todas as bocas que podemos
ouvir, dia-a-dia, hora a hora, minuto a minuto. O que também é triste é que
muitas almas inocentes não são capazes de lidar com a pressão da discriminação
e tentam o pior. A morte deixa de ser temida, e passa a ser uma solução. O medo
de morrer acaba.”
Ricardo Pinto