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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Escrevinhar sobre a vida...


“A capacidade que temos de nos admirarmos a nós próprios é imensa, a razão para isso é a nossa falta de coragem para nos descobrirmos a nós mesmos. Quase tudo o que sabemos sobre nós são outras pessoas que nos veem por fora e que falam sem muitas vezes saberem por que razão somos assim e começam a criticar o que parecemos ser e não o que realmente somos. Por essa mesma razão é que eu acredito que temos medo de mostrar quem realmente somos ou ainda pior, eu acho que muitas vezes não sabemos quem somos, porque nos escondemos atrás do que tentamos parecer para sermos melhor vistos pela sociedade.
Seremos nós prisioneiros da nossa própria mente?”
André Duarte

 
“De manhã acordei com sono porque fiquei até tarde a pensar em ti.
Senti coisas que nunca havia sentido e só agora a vida ganhou um sentido, só agora sei o que quero, pois só agora te conheci.
E só após te conhecer, me conheci a mim, pois só viver contigo, esta vida me faz querer.”

João Jesus

 “É para enterrar!

Caro leitor, se está a ler esta carta é porque és um gajo sem respeito pela privacidade dos outros, lá por eu estar aqui estatelado no chão e tu vês um pedaço de papel com letras vens logo ler, e ficas já avisado que se me levas os 100 euros que tenho na carteira vou te assombrar para o resto da tua vida…… Foste lá ver não foste? Tu achas mesmo que eu me ia atirar de lá de cima com 100 euros na carteira e não os ia gastar primeiro? És muito nabo! Mas pronto vamos lá ao verdadeiro objectivo desta carta.

Eu estou a escrever isto porque segundo a igreja o que eu fiz dá direito a uma passagem de ida para o inferno, mas eu antes disso queria provar que depois da morte não há mais nada. A maneira de eu demonstrar isso mesmo é estar a ver-te a ler isto e no momento que chegares aqui dar-te semelhante chapada para te virar a cara para o cu! Sentiste-a? A partir daqui tens dois percursos:

1º Se a sentiste diz a minha família o que eu fui para o inferno porque me suicidei para dar uma lapada em alguém.

2º Se não a sentiste diz que é para enterrar!”

Mauro Monteiro

 Looping infinito

Uma tarde chuvosa, um homem indeciso entre a vida e a morte. Farto de discriminação, em que cada movimento que ele fazia, demonstrava as feridas que em tempos mentes fechadas abriram. Tudo por causa de uns trapos diferentes do comum. Impressionante como a cor de pele pode mudar tanta coisa. O que a comunidade se esquece é que em tempos tudo era a base de preto e branco. As duas cores sempre estiveram ligadas… Enfim, comecei por falar no singular e já estou a falar no plural, porque ninguém consegue viver sozinho, e nós somos o reflexo do que nos rodeia. Infelizmente em vez de desenvolvermos o sentimento de generosidade, temos de criar uma barreira de força psicológica, para sermos capazes de lidar com todas as bocas que podemos ouvir, dia-a-dia, hora a hora, minuto a minuto. O que também é triste é que muitas almas inocentes não são capazes de lidar com a pressão da discriminação e tentam o pior. A morte deixa de ser temida, e passa a ser uma solução. O medo de morrer acaba.”

Ricardo Pinto

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