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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Escrevinhar sobre a vida...


“A capacidade que temos de nos admirarmos a nós próprios é imensa, a razão para isso é a nossa falta de coragem para nos descobrirmos a nós mesmos. Quase tudo o que sabemos sobre nós são outras pessoas que nos veem por fora e que falam sem muitas vezes saberem por que razão somos assim e começam a criticar o que parecemos ser e não o que realmente somos. Por essa mesma razão é que eu acredito que temos medo de mostrar quem realmente somos ou ainda pior, eu acho que muitas vezes não sabemos quem somos, porque nos escondemos atrás do que tentamos parecer para sermos melhor vistos pela sociedade.
Seremos nós prisioneiros da nossa própria mente?”
André Duarte

 
“De manhã acordei com sono porque fiquei até tarde a pensar em ti.
Senti coisas que nunca havia sentido e só agora a vida ganhou um sentido, só agora sei o que quero, pois só agora te conheci.
E só após te conhecer, me conheci a mim, pois só viver contigo, esta vida me faz querer.”

João Jesus

 “É para enterrar!

Caro leitor, se está a ler esta carta é porque és um gajo sem respeito pela privacidade dos outros, lá por eu estar aqui estatelado no chão e tu vês um pedaço de papel com letras vens logo ler, e ficas já avisado que se me levas os 100 euros que tenho na carteira vou te assombrar para o resto da tua vida…… Foste lá ver não foste? Tu achas mesmo que eu me ia atirar de lá de cima com 100 euros na carteira e não os ia gastar primeiro? És muito nabo! Mas pronto vamos lá ao verdadeiro objectivo desta carta.

Eu estou a escrever isto porque segundo a igreja o que eu fiz dá direito a uma passagem de ida para o inferno, mas eu antes disso queria provar que depois da morte não há mais nada. A maneira de eu demonstrar isso mesmo é estar a ver-te a ler isto e no momento que chegares aqui dar-te semelhante chapada para te virar a cara para o cu! Sentiste-a? A partir daqui tens dois percursos:

1º Se a sentiste diz a minha família o que eu fui para o inferno porque me suicidei para dar uma lapada em alguém.

2º Se não a sentiste diz que é para enterrar!”

Mauro Monteiro

 Looping infinito

Uma tarde chuvosa, um homem indeciso entre a vida e a morte. Farto de discriminação, em que cada movimento que ele fazia, demonstrava as feridas que em tempos mentes fechadas abriram. Tudo por causa de uns trapos diferentes do comum. Impressionante como a cor de pele pode mudar tanta coisa. O que a comunidade se esquece é que em tempos tudo era a base de preto e branco. As duas cores sempre estiveram ligadas… Enfim, comecei por falar no singular e já estou a falar no plural, porque ninguém consegue viver sozinho, e nós somos o reflexo do que nos rodeia. Infelizmente em vez de desenvolvermos o sentimento de generosidade, temos de criar uma barreira de força psicológica, para sermos capazes de lidar com todas as bocas que podemos ouvir, dia-a-dia, hora a hora, minuto a minuto. O que também é triste é que muitas almas inocentes não são capazes de lidar com a pressão da discriminação e tentam o pior. A morte deixa de ser temida, e passa a ser uma solução. O medo de morrer acaba.”

Ricardo Pinto

Só as pessoas que estiveram na escola são inteligentes?!?!?!


Hoje em dia as pessoas têm ideias pré-concebidas, sendo uma delas a ideia de que apenas as pessoas que frequentam o ensino escolar são inteligentes e têm melhores expectativas e oportunidades no seu futuro. Não é que não seja de certa forma verdade, mas também temos que ter em conta que a experiência de vida também é muito importante. Por vezes há algumas pessoas que são privadas da sua educação, mas por outro lado os problemas ou dificuldades que as levaram a abandonar este ensino são tão fortes que fazem com que as pessoas cresçam e se preparem melhor para a dita “escola da vida”. Este tipo de ensino faz com que a pessoa por ter menos estudos seja, um melhor ou pior trabalhador no futuro. Por outro lado, como foi “forçada” a crescer muito depressa, tem outras preparações como uma maior responsabilidade e perceção da vida real e um certo à vontade na comunidade.

No nosso entender, o caminho para uma vida de sucesso é um meio-termo, ou seja, idealizar assim cada um dos caminhos a seguir e tomar melhores decisões para cada problema que lhe surja de uma forma mais segura, responsável e autónoma.
Filipa Matos & Vítor Lima

A importância dos relacionamentos

Todos os relacionamentos são importantes, pois eles levam-nos a termos um melhor autoconhecimento sobre nós próprios e sobre os outros, assim como termos um melhor aperfeiçoamento sobre a vida.
Desde bem pequeninos que começamos com um dos mais importantes relacionamentos, o de mãe/filho. A partir do momento que nos “desapegamos” da mãe vamos tendo ao longo da vida vários tipos de relacionamentos sejam eles de amizade, amorosos, trabalho, companheirismo,…
Todos eles ensinam-nos, trazem-nos responsabilidade, mostrando-nos o nosso limite e por muitas vezes saímos magoados, mas mesmo estes ensinam-nos algo; fazem-nos mais fortes, endurecem a nossa personalidade, fazendo de nós pessoas melhores.
Devemos nunca nos arrepender do que fazemos mas sim retirar algo do que fizemos.
Os relacionamentos servem para amadurecermos, para vivermos em sociedade e para nos darmos com a sociedade.
Ser diferente nem sempre é mau desde que consigamos mostrar que ser, ter, viver, saber, errar e se relacionar são os simples passos do ser humano.
Ana Silva
Sara Teixeira
Tiago Almeida

A atualização constante

Nós enquanto cidadãos devemo-nos manter sempre atualizados. Atualizamo-nos através da internet, dos jornais, da televisão, da rádio e/ou através das viagens realizadas (dentro e fora do país), onde em alguns casos acontece a emigração, definitiva ou não.
A nível profissional, devemos ser/estar sempre atualizados, sempre prontos a aprender, sempre abertos a inovar, pois no fundo, irá abrir-nos novos horizontes.
Como no documentário visualizado nesta sessão, deu-nos a perceber que as formas de atualização constante é muito importante para a nossa vida, para a nossa vivência. Por exemplo, se quisermos emigrar, devemos estar informados sobre as culturas, as regras do país para o qual se vai, deve-se estar preparado para as situações que vamos encontrar e para o nosso ciclo da vida. É bom para conhecermos novas culturas, abrir novos horizontes, pois através disso, podemos ser alguém na vida.
Em suma, as formas de atualização constante são importantes a todos os níveis, tanto social como profissional, pois de cada vivência que temos conseguimos ter sempre a experiência, pois a experiência da vida é o mais importante de tudo.
Belinha
João Soares
Bruno Peneda

À procura de uma vida melhor

 


Viajar é um meio que leva o ser humano a renovar-se interiormente. Leva a pessoa a fazer uma reflexão relativamente a conceitos, rever posicionamentos pessoais e também retomar valores que achamos de absoluta importância.

Na viagem é possível haver muitas oportunidades de aprendizagem, como conhecer pessoas de outras cidades ou etnias e assim podemos aumentar o nosso círculo de amizades. A viagem proporciona a quem viaja um bem-estar, um voltar a si, é um adquirir de conhecimentos.
Quando nós portugueses saímos do nosso país ”Portugal” à procura de uma vida melhor, é um risco porque pode correr mal mas também pode correr bem, pois temos de saber para onde vamos e se temos trabalho garantido, porque às vezes dizem-nos que temos trabalho e chegamos ao destino e não é verdade, acontece com muitos e muitos emigrantes.
 
Existem alguns benefícios como enriquecer tanto em linguagem como na forma de saber lidar com os problemas da vida, também ficamos com mais conhecimento a nível de culturas, pessoas, línguas, etc.

Existem algumas implicações como por exemplo, a Língua porque temos que saber falar a língua desse mesmo país e isso, por vezes, atrapalha o integramento nessa sociedade… para além das saudades que sentimos da família e do país natal, pois tem de se saber gerir bem as emoções.
Depois pouco a pouco, começa-se por conhecer novas pessoas que muitas vezes são portugueses e, por vezes, da nossa cidade que faz com que fiquemos ainda mais felizes, porque já não nos sentimos tão sozinhos.

De resto vai-se vivendo como em Portugal, renda de casa para pagar, comida, carro, é tudo igual… mas com mais ajudas para as crianças do que em Portugal, assim vai-se vivendo a vida pouco a pouco. Passado algum tempo habituámo-nos aquele país, à língua, às pessoas, etc. É tudo uma questão de hábito. Ganha-se mais do que em Portugal, e quem souber poupar o dinheiro pode levar uma boa vida.

Tentar e falhar é Pelo Menos APRENDER. Não chegar a tentar é sofrer uma inestimável Perda do que poderia ter Sido." (Geraldo Eustáquio)
Vanessa Silva
Rafael
Hélder

 

Instantes pintados em letras


“Numa tarde de Inverno, o dia era soalheiro e calmo. Eu e o meu colega estávamos de livro na mão num curto espaço de tempo dedicado à leitura.
Era agradável o ambiente, ele lia, eu ouvia, disfrutava de um cigarro que lentamente queimava ao sabor da brisa que ali passava enquanto ouvia as palavras do testemunho de José Cardoso Pires, algo inédito... Testemunho esse de uma doença que ele tivera e relatara de uma maneira incrível, pormenorizada, parecia que eu próprio estava a viver a sua história.
Mudança de plano, agora era a minha vez de ler e saltar as linhas de parágrafos inacabados (uma maneira diferente de escrever, tal como José Saramago), eu conseguia viver a sua história, visualizava, repartia as sensações com quem ouvia e com quem escreveu… Uma história marcante, não sei se pela escrita em si, ou se pelos factos relatados, o que é certo é que foi uma história vivida intensamente, sentia-me invadido pelas palavras e pela ansiedade do virar da página e viver, viver ainda mais, a vida de José Cardoso Pires.
Com certeza continuara se o tempo não terminasse e ficasse um terço do livro por ler, mais oportunidades destas surgirão, talvez agora, numa tarde de verão. “

Fábio Soares

“Com sol a bater na cara com os olhos entreabertos, letras pequeninas entravam no meu subconsciente e saíam pela minha boca, por vezes bem e por outras sem pontuação, mas é assim a lei de quem não tem por hábito a leitura recreativa. No entre linhas de leituras paralelas escutou-se ao fundo, num banco distante com vozes um tanto ruidosas, formandos entusiasmados com a força e a emoção que a leitura nos trouxe...”
Carlos Rocha Pereira
 “Estava frio na altura que saímos da sala para seguirmos para o exterior. No início da leitura, o sol aquecia-me as mãos, no final eram as palavras que aqueciam a minha alma. Ao entrar na sala, sentia a minha alma arrefecer pois as palavras nas folhas ficaram a dormir.”
João Jesus
 “Comecei por sentir imenso sono e para evitar adormecer acendi um cigarro enquanto o Rui lia. O tempo estava agradável mas a penca do Rui fazia sombra ao sol.
 A história já ia a meio, estando já Abraão numa tentativa louca de salvar os inocentes de Sodoma e Gomorra. O tipo era fraco, salvou apenas duas raparigas o pai e a mãe foi vendida para sal. O Caim andava pelas tendas a fazer filhos às mulheres da cidade.
A experiência foi engraçada, continuo sem gostar de ler, se bem que arranjei uma nova forma de talvez conseguir entreter a ideia.”
Mauro Monteiro
 “O Barulho dos carros a andar nas estradas misturado com a leitura do Santiago e de um barulho de fundo mesmo baixinho dos resto dos colegas de turma a lerem cada um o seu livro.
Cheiro não senti pois estou constipado, mas quando havia expressões de espaço em que havia menções de odor parecia que sentia esse cheiro.
Visualizei a maior parte do tempo o livro, que envolvia as palavras construídas por letras, cada uma a transcrever algo para o meu pensamento.”
Ricardo Viana


“Uma linda tarde, em que o sol raiava mas era o frio quem reinava. Havia uma guerra intensa, era a literatura a defrontar o frio. Estavam cara a cara. Felizmente a literatura acabou por vencer e contagiar quem a rodeava. Letra após letra, um pequeno monumento cheio de sabedoria se iria erguendo e ia aquecendo o interior de cada um. Ao virar de cada página, o coração acelerava com a emoção de descobrir o que há muito estava escondido a espera de ser lido. Um livro que continha um diário, foi o que me calhou. Uma sensação de estar a viver a vida de outrem. Entre pulos de alegria e tombos de tristeza, sem me aperceber lá ia penetrando num livro profundo. Até que fui interrompido por um colega que começou a fazer leitura à desgarrada comigo, momentos de diversão que me proporcionaram sentimentos adormecidos em mim. 
Enfim, foi um belo momento de leitura!”

Ricardo Pinto
 “Estava uma bela tarde para uma bela leitura, estava um tempo agradável, o sol que me batia nas costas era um sol quentinho e confortante. A paisagem também não ficou nada atrás do grande clima que se vivia naquele momento.
A leitura estava óptima e apaixonante, por momentos dava por mim de olhos fechados a imaginar-me dentro da história.”

Ruben Santiago
 “Nesta tarde de leitura no exterior, senti um bocadinho de frio na pele, quando passava uma vez ou outra uma leve brisa. Ouvia o meu parceiro a ler, com uma voz profunda, como quem sentia o que estava lendo e decidi partilhar essa sensação. Desse modo, deitei-me no banco a olhar para o céu e observava as gaivotas enquanto ouvia a leitura do meu colega. Senti uma calma de espírito nesse instante, e um relaxamento interior que me acalmou a alma.”
Ruben Silva


“Estava a sentir o abraço quente e aconchegante do sol numa tarde fria de Outono, calma, assim como a paisagem que a envolvia, numa cidade ainda adormecida pelos sons dos carros que por ela passavam. Assim estava a ser a minha leitura, apetrechada de boas sensações e cada página tinha o poder de intensificar ou de mudar o que estava a sentir e assim é o poder da leitura.
Somos aquilo que lemos!”

Tiago Moreira


sábado, 30 de novembro de 2013

Visita à Fundação Eça de Queirós


Uma ideia fenomenal do Dr. Jair fez com que duas das turmas de aprendizagem de Multimédia, do CESAE Porto percorressem uns bons quilómetros que separam Porto de Baião.

Caldas de Arêgos era o nome da estação até porque o meio escolhido foi o comboio. Pela manhã, concentraram-se em São Bento com aquele espírito de quem vai conhecer coisas novas e a aventura começou. Liderados pela Drª Mª José (mulher com M grande) a "caravana" do CESAE disfrutou da paisagem do Douro e da maravilhosa leitura em pleno andamento da carruagem. Entre risos e fotografias todos confraternizaram e tiveram uma viagem agradável. Mas ninguém esperava por um caminho pedonal tão complicado, desde a estação até à graciosa casa de Eça de Queirós: terrenos íngremes e com muitas pedras...

Os caminhos de Jacinto fizeram com que a necessidade de água para os alunos fosse relevante. Com muito esforço e várias paragens, todos conseguiram chegar ao destino, onde já os esperava o belo almoço tradicional de Eça.... com o apetite a surgir nos presentes. A monitora que os recebeu com a máxima simpatia esperava-os no auditório da casa para assistirem a um pequeno documentário relativamente à vida e obra do escritor.

Seguidamente, passaram para a cozinha onde as entradas para o almoço já os esperavam, desde presunto até uns deliciosos cogumelos recheados com queijo. O Dr.Jair voltou a ler alguns excertos do livro "As cidades e as serras" e as turmas prosseguiam com o almoço queirosiano (canja de galinha, arroz de favas com frango dourado e leite creme,). Tudo regado com diversas bebidas: água, sumos e o bom vinho de Tormes, produzido na Adega da Fundação, para compensar o esforço tido na inclinada subida.

Da parte da tarde, a visita pela casa iniciou-se de forma tranquila e ordeira. O ponto alto foi serem recebidos pela D.Maria da Graça, 93 anos, viúva do neto de Eça de Queirós. Falaram com esta senhora e fizeram algumas questões pois estavam com muita curiosidade. Objetos, obras e características da casa foram divulgados para espanto de alguns. Terminando a fenomenal visita, voltaram com tranquilidade à estação com um sinal na mente: de que aquela visita os tinha enriquecido muito! A viagem e o regresso foram animados e proveitosos.

Foi um dia diferente com convívio, companheirismo e, sobretudo, união! Para repetir!!

João Martins (formando da turma de Multimédia, CESAE Porto)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A viagem no tempo



“A serra tem bocados em que se humaniza”

Eça de Queirós (aquando da sua visita a Santa Cruz do Douro em 1892)

 
Por vezes, mergulhados numa inércia própria do “pantufismo” consumista, proposto pela sociedade, esquecemo-nos das maravilhas que nos circundam. Eça falou-nos desta dicotomia campo/cidade no seu livro “A cidade e as Serras” e brindou-nos com descrições minuciosas sobre cada uma destas dimensões.

Claro que é sempre agradável estarmos resguardados no conforto da nossa casa, rodeados por coisas que nos facilitam as vidas, tornando-as mais ágeis e rápidas. Mas para quê a rapidez? Para chegar onde exatamente? O que nos orienta? O que nos move e para onde? O que nos faz sentir vivos? Ao longo dos anos, a evolução, apesar de positiva, tem-nos vindo a afastar desta dimensão natural, abafando-nos numa redoma tépida de facilitismos que nos embriagam numa miríade fabulosa de sensações viciantes, adormecendo-nos aos poucos, anestesiando o nós que ainda pulsa num profundo que cada vez mais nos é desconhecido. Até o tememos, este nosso desconhecido!

Esta visita, para além de nos lançar no imaginário queirosiano, ofereceu-nos ainda a oportunidade de podermos partilhar um pouco de nós com os outros, um pouco da nossa sabedoria, para além de percorrermos também um caminho interior que nos irá proporcionar um encontro com a tal dimensão natural muitas das vezes esquecida por nós.

 
“Uma paisagem nunca vista é uma grande felicidade, e em cada volta há sempre algo novo.”

 
Henry David Thoreau, “Caminhada”

T.P.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pelos trilhos de Sophia de Mello Breyner...

Manhã cinzenta.
Uma brisa húmida pequenina invadia o hall de entrada decorado com as enormes tílias sorridentes. A juventude ensonada erguia-se ao som da voz da guia que, num tom enérgico e apelativo, lhes contava as histórias de cada árvore, folha, da casa Andresen e dos seus ocupantes, João e Joana (avós de Sophia de Mello Breyner).


Por todo o Jardim, vestígios da inspiração que pincelaram alguns contos infantis escritos por Sophia: as marcas do velho carvalho, habitação de um anão imaginado no conto "A floresta", a estátua feminina de bronze que vigiava o dormitar silencioso das rãs, inspiração para o conto "Rapaz de Bronze". Prosseguiam, arrastando os ténis desapertados, espreitando por entre as verdes e frescas folhagens que escondiam recantos, a Casa do Gato (a velha adega da quinta que era guardada por um gato), as estufas, umas decrépitas e enrugadas pelo passar do tempo, outras recentemente maquilhadas, albergando algumas espécies de flora não muito comuns.

Questionaram, tocaram, brincaram, lembrando tempos de criança, seguros de que ali seria um sítio onde voltariam para poder tranquilamente estar e usufruir da magia que enfeitiçou também a poetisa Sophia de Mello Breyner.
 
 

domingo, 22 de setembro de 2013

Ócio Criativo


 Na nossa opinião, Agostinho da Silva não deixa de ter a sua razão no que escreveu no texto lido na sessão. Transmitiu a realidade dura dos jovens de hoje em dia, sendo que muitos deles seguem os maus caminhos, ao meterem-se na droga, ao roubarem, ao tornarem-se violentos. Nós concordamos em certos aspetos, pois quanto menos fazemos, menos queremos fazer; acomodamo-nos ao não fazer nada, ao não “lutarmos” pelas vidas, torna-se um ciclo vicioso.
Agostinho da Silva tenta também encontrar soluções para sair desta “rotina”, da qual nós podemos ou não concordar, pois ninguém é igual a ninguém, cada um tem a sua realidade, a sua maneira de reagir às coisas. A nossa solução seria haver um certo equilíbrio entre trabalho/ócio, pois se, por exemplo, ao fim de 2 horas de trabalho, descansarmos 10 minutos, iremos ter o cérebro “mais descansado” e com outra vontade de encarar outra vez o trabalho e sermos mais produtivos.
 
Anabela Moreira
Sara Teixeira
Tiago Almeida
Vítor Pereira

Ócio = Tempos Livres


O ócio significa repouso, descanso, folga, preguiça, ou seja, resumindo é uma ocupação agradável em momentos de folga.

A nosso ver, pensamos que o ócio deve ser a base fundamental da nossa sociedade, mesmo trabalhando podemos sempre ter o nosso momento de “pausa”, só temos é de saber aproveitar todos os momentos da nossa vida como se fossem os últimos, sem fazer asneiras, ou seja sem fazer mal a ninguém, sem prejudicar ninguém.

O ócio muitas vezes leva-nos a fazer coisas impensáveis tais como seguir o caminho dos maus vícios, ou até mesmo pode-nos levar à morte, ou porque temos problemas, desgostos da vida, ou até mesmo porque não temos nada para fazer, mas isto não pode ser assim, temos de levantar a cabeça, não desistir de uma oportunidade tão boa que é a vida e seguir em frente mesmo com altos e baixos!

Com algum esforço sobra sempre algum tempo para o nosso descanso, basta querer!
Vanessa Silva
Ricardo
Bruno Peneda
Rafael

O Centro Português de Fotografia e à conversa com Gaspar de Jesus



No módulo relativo à imprensa escrita, os formandos de multimédia tiveram a oportunidade de visitar o Centro Português de Fotografia. Perceberam que, onde é atualmente o CPF, já foi em tempos a Cadeia da Relação do Porto, onde estiveram aprisionadas figuras ilustres como Camilo Castelo Branco, Ana Plácido e o Zé do Telhado. Conseguiram ainda ter a perceção da evolução da máquina fotográfica, visitando várias antigas celas onde estão agora expostas as máquinas e puderam ainda apreciar a exposição fotográfica que estava lá patente.
No sentido de perceber a importância da fotografia enquanto prova verídica de um facto ocorrido, os formandos falaram ainda, já nas instalações do CESAE Porto, com o fotojornalista Gaspar de Jesus, que os brindou com algumas histórias de vida relacionadas com a sua profissão, com amostras da sua vasta obra na área da fotografia, sublinhando ainda a relevância da fotografia na imprensa escrita.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Aprender nos meandros portuenses




Nos meses de junho, os formandos das turmas de multimédia e de redes tiveram a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a história da cidade do Porto, através de peddy papers  estudados e organizados pelos próprios. Depois de uma preparação cuidada durante as sessões de formação, os formandos saíram para a rua em busca do conhecimento. Munidos de coragem, naqueles dias de canícula dormente, os formandos subiram e desceram ruelas, mergulharam na penumbra húmida das entranhas portuenses e tentaram desbravar segredos, fazendo perguntas aos transeuntes e vasculhando as casas, as portas, as obras com odor de pedra. Terminaram, esbaforidos de curiosidade suada mas satisfeita, à sombra das tílias da Invicta. Metas cumpridas!

Multimédia no Parque da Cidade do Porto

Em junho, a aprendizagem foi em espaço aberto, mais concretamente no Parque da Cidade do Porto.

Os formandos da turma de multimédia foram convidados a realizar atividades lúdicas, tendo como base a Língua Portuguesa.

Uma atividade de relaxamento com a natureza finalizou esta sessão. Os laços foram aprofundados, a Língua foi praticada e o relaxamento ofertou-lhes novos caminhos a serem explorados.
 


 

Ó mano, onde está a liberdade?

No dia 13 de maio de 2013, no CESAE Porto, foi dinamizada uma atividade dedicada ao tema do 25 de abril de 1974. O evento foi organizado pela turma de multimédia e teve como especial convidado o Dr. Jair Santos que falou um pouco sobre as suas vivências durante essa época turbulenta. Juntaram-se-lhe, posteriormente, os interessantes testemunhos da Drª Maria José Gonçalves e do Dr. António Pêgo, ainda em plena adolescência nessa altura.

O objetivo deste evento foi lembrar uma época que não foi vivenciada por estes alunos e sublinhar a importância de lutar pela liberdade e pelos seus ideais.

Os formandos de ambas as turmas de multimédia participaram neste evento de forma ativa, organizando-o, apresentando-o, criando um RAP alusivo à temática da liberdade, realizando reportagens áudio e vídeo fazendo referência ao tema do 25 de abril e da liberdade e ainda adaptando a música "Grândola Vila Morena" aos ritmos musicais atuais!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Qual é a tua língua?


Numa manhã nublada depois de um croissant e de um café, caminhámos para o Mercado do Bolhão, recolhemos algumas expressões linguísticas dos trabalhadores e também as suas vidas nesse mercado histórico do porto.
D. Alice. 84 Anos.
Uma senhora bem-disposta, alegre e muito simpática, começou-nos por contar sobre a origem da palavra bolhão, ou seja, ela disse que antigamente era uma bolha de água, um riacho que descia até ao rio Douro. Mais tarde, construíram o mercado, que ainda hoje, se fizermos um buraco no chão, encontramos a bolha de água e assim surge o nome “Mercado do Bolhão”.
Ao fazer as questões relacionadas com as expressões à moda do norte, as únicas que as vendedoras conheciam eram “vai no batalha” (não acreditar em algo) e “estar com os vitorinos encharcados”( estar bêbedo).
Numa das questões que fizemos, apercebemo-nos que existe mesmo a pronúncia do norte, pelo facto de se abrir muito as vogais, como por exemplo nas palavras "ponte", "fonte" e "morto".
De seguida dirigimo-nos à frutaria, para saber a diferença entre magnórios e nêsperas. Falamos com a senhora responsável pela sua banca e ela disse que não havia diferença entre as duas, já que são as duas a mesma fruta, utilizando-se apenas palavras diferentes.
Mencionamos algumas expressões para saber o seu significado, tais como, “Dar a filoxera a alguém”, “Vai no Batalha” e “Doer o garfeiro todo”, pelo que houve uma certa dificuldade por parte da vendedora em saber o seu significado.
Saímos do Bolhão em direção à Ribeira, paramos na Sé e questionámos uma senhora de 74 anos que estava a vender peixe na rua. Perguntamos o que significava a palavra “Morcão”, se existia diferença de falares entre o Norte e o Sul e a sua importância. Soubemos que segundo a sua opinião ela considerava existir realmente diferenças notórias no que respeita aos falares do norte e sul.
Seguimos em direção à Ribeira e entramos numa loja de fado na Rua Escura. Entrevistamos o senhor responsável pela mesma, conhecido pelo "Toni das Violas". Ao entrarmos na loja, reparamos que a mesma estava cheia de violas e posters referentes ao fado, já que o “Toni” arranjava instrumentos musicais. A pergunta que se seguiu foi se havia discriminação entre os diferentes falares (norte e sul). Ele dizia que os do sul gozavam connosco quando éramos nós a gozar com eles e deu o exemplo da palavra (carago). Para finalizar a entrevista, o senhor mostrou-nos um exemplo de um fado cantado por ele.
 
Continuando a nossa caminhada, entrevistamos uma senhora na rua, com o objetivo de encontrar alguém natural da Ribeira. Por azar, o senhor morava lá mas era natural de Lisboa, referindo algumas diferenças entre palavras do norte e do sul.
Já na Ribeira, dirigimo-nos a uma tasca e entrevistamos uma senhora lá presente, as perguntas que surgiram foram sobre o centro histórico do Porto e desde quando é considerado como sendo Património cultural da Humanidade. Perguntou-se também se considerava que havia rivalidade entre o falar do norte e sul.
 
Para finalizar a nossa longa viagem, paramos em Miragaia e abordamos uma senhora para sabermos o que se fazia na Cantareira antigamente e o que é o “estaleiro do ouro”. A senhora acabou a entrevista a cantar um bocado de uma música popular de Miragaia.
 
Com este passeio e reportagem, concluímos que existe realmente muita diversidade nos falares, mesmo na própria cidade do Porto. Para além disso, sentimos que as pessoas gostam das expressões próprias que utilizam, das variações linguísticas porque estão muito relacionadas com a sua identidade, a identidade própria do povo do norte. De notar que fomos encontrando, ao longo do percurso, gentes provenientes de várias regiões de Portugal, pelo que havia uma certa mistura nas maneiras de se expressarem. Achamos que é desta forma que a língua vai evoluindo, enriquecendo, tornando-se cada vez mais bela!
Redatores:
Amilton Dias
Cátia Santos
Hugo Ferreira
Jorge Albuquerque
Em breve, apresentaremos neste blogue o filme elaborado pela nossa turma! Não percam!
 
 

O Índice de Felicidade da Comunidade Cesae

A felicidade é formada por diversas emoções e sentimentos, que podem ser por um motivo específico, como um sonho realizado, um desejo atendido, ou até mesmo pessoas que são conhecidas por estarem sempre felizes e de bom humor, onde não é necessário nenhum motivo para elas estarem num estado de felicidade.





Consideras-te Feliz?




Valorizas-te?



Existe Felicidade sem Amor?




Ser feliz significa viver com a Felicidade?





Numa escala de 0 a 10, em qual te posicionas em relação à tua felicidade?




Achas que os Portugueses são Felizes?



O questionário foi respondido por 46 pessoas, sendo que 27 foram do Sexo Masculino. 11 Sexo Feminino e os restantes 8 não identificaram o sexo.
Concluímos que no final do questionário a Comunidade do Cesae é feliz, mesmo tendo em conta que achem que os portugueses, na generalidade, são infelizes.
De sublinhar que no gráfico referente à questão "Existe felicidade sem Amor", o sexo masculino diz que vive feliz sem Amor, ao contrário do sexo feminino que menciona que não vive feliz sem Amor.




















segunda-feira, 6 de maio de 2013

O que é nosso



Mas nem tudo é o que parece, por muito que o nosso país esteja em crise, temos ainda vários valores, tanto individuais como coletivos.
Vamos dar vários exemplos em diferentes áreas, seja de pessoas ou empresas que elevam o nome de Portugal pelo mundo. Na área das tecnologias temos a Ndrive que é um dos softwares GPS mais utilizados no mundo. Na roupa temos a Salsa, líder ibérica e com lojas em todo mundo. No calçado podemos encontrar a Fly London.
Em termos individuais podemos referir nomes como: Joana Vasconcelos (artesã), José Avillez (Cozinheiro), Manuel Oliveira (Cineasta), Cristiano Ronaldo (Futebolista), José Mourinho (Treinador de futebol), Guta Moura Guedes (Escritora) e a Amália Rodrigues (Fadista, o fado é considerado património mundial pela UNESCO).
É importante referir estas marcas, já que muitas delas são conhecidas e valorizadas por todos os portugueses mas pensamos que são de outros países, logo, por vezes dizemos que em Portugal não existem coisas boas, quando ao mesmo tempo estamos a valorizar marcas portuguesas sem saber.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Valorizar o que é Português



Descobrimentos


A ideia surgiu com o Infante D. Henrique. Tudo começou no século XIV e durou cerca de 200 anos, até ao século XVI.
Foi uma época gloriosa e com bastantes feitos, nomeadamente com a descoberta de várias populações e terras, havendo uma grande projeção da cultura portuguesa para o mundo.

"Muitas são as perguntas que surgem quando procuramos explicar a relação especial que os portugueses mantêm com os Descobrimentos, mas será que o conhecem?
Será que é por ele que o mar tem um papel tão importante na cultura portuguesa, no seu imaginário, ou é só porque geograficamente Portugal é um país pequeno como uma costa grande?
A importância do mar, caminhos que os portugueses abriram, a contribuição da literatura, que hoje em dia nos utiliza, como por exemplo “ Os lusíadas” e muito mais outras obras.
É evidente que um político quando se dirige aos seus eleitores tem de dar a noção de que está conotado com o passado deles, e que é herdeiro de uma determinada tradição histórica e cultural.
A Expo ’98 foi certamente um grande momento de divulgação internacional de Portugal, com a tônica posta num passado de glórias de navegadores e vice-reis e num presente e num futuro de grande modernidade.
Na nossa opinião, que os descobrimentos já tiveram mais importâncias em relação ao mundo la fora, e agora na atualidade nem por isso, parece a história esta a cair no esquecimento."

(Série Mar Português: Continuamos esmagados pelos Descobrimentos?)

 A pergunta que nós fazemos é: será que é mesmo importante a história do passado dos descobrimentos dos portugueses?
Hoje em dia, estes feitos dos portugueses já não têm grande valor como já tiveram antigamente, e sinceramente, como as coisas se estão a encaminhar, será muito difícil conseguir esse êxito de novo, isso porque hoje em dia há mais interesses económicos, por parte daqueles que nos governam, do que propriamente dar valor ao nosso património cultural.

Mas nem tudo é o que parece...

Jardim Botânico do Porto

Visita ao Jardim Botânico do Porto.


Fragmentos de uma reportagem fotográfica...



Como tudo começou...


Com a criação deste blogue, queremos dar a conhecer a todos os nossos primaços e primaças as nossas perspetivas sobre as temáticas da nossa sociedade.

Escolhemos "desoculta" por não querermos ocultar nada a ninguém, antes pelo contrário, queremos mostrar tudo o que se passa na nossa sociedade, fazendo ouvir a nossa voz. Através da palavra, da imagem e do som pretendemos mostrar como somos livres. 

Desta forma, queremos ver assim o nosso mérito reconhecido.