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quarta-feira, 21 de maio de 2014
Aprecio e incomoda-me
Uma miscelânea de excertos de textos dos formandos da Turma de Multimédia da AEP...
"Aprecio a beleza, emoção e as sensações.
Incomoda-me o vento. Aprecio a cidade do Porto. Aprecio Rock.
Incomodam-me pessoas indecentes.
Aprecio as pessoas que estão comigo. Incomoda-me o facto de ter de vir para aqui às 9h.
Aprecio um bom jogo de futebol e uma peladinha com os amigos. Incomoda-me o facto de algumas pessoas fingirem aquilo que não são.
Incomoda-me não ter água no meu copo. Incomoda-me falar sozinho. Aprecio o latido dos cães em conjunto com a música de fundo.
Aprecio as boas coisas que o mundo nos proporciona mas acima de tudo aprecio a minha liberdade.
Aprecio a esperança.
Incomoda-me a discriminação (...) somos todos iguais e acabamos todos da mesma maneira, mortos e debaixo da terra. Aprecio.... aprecio quem está sempre lá para mim; aprecio quem tem o dom de me fazer sorrir quando me apetece chorar.
Incomoda-me quando falo para as pessoas e elas não me respondem (...) incomoda-me quando me ignoram. Aprecio a vida, tento vivê-la ao máximo da melhor maneira possível.
Aprecio o amor verdadeiro.
Incomoda-me a desconfiança que muitas vezes existe sem haver indícios para isso acontecer, pessoas que não pensam por elas próprias. Incomoda-me quando me acordam antes do tempo.
Incomoda-me o frio nos olhos daqueles que estão sós e não o conseguem superar. Aprecio a alegria inquieta da interrogação, o ser-se criança quando na verdade já se cresceu.
Outra coisa que aprecio bastante na vida é o amor entre amigos, o amor das amizades, acho que o amor em si é bastante poderoso. O que me incomoda é o facto de certas pessoas serem tão mas tão egocêntricas... pensam que o mundo gira à sua volta, isso incomoda-me profundamente.
Incomoda-me quando toda a gente fala e eu não posso falar. Aprecio quando as pessoas têm uma grande amizade e que a amizade nunca acabe.
Incomoda-me não saber mais do que aquilo que já sei. Gosto da vida e de viver."
segunda-feira, 12 de maio de 2014
A diversidade
A partir de um texto sobre a diversidade, os formandos
foram convidados a elaborar um poema, retirando todo o texto que não fazia falta,
deixando apenas aquele que eles necessitavam para conseguirem atingir coerência no
seu texto poético. Eis as preciosidades...
“À medida que nos libertamos do nosso próprio medo,
a nossa presença liberta automaticamente outros.” (Rafael Rosa)
“Ser
diferente, tomar atitudes que ninguém toma,
E usar os
meios que ninguém usa.
Ser diferente,
conformar com aquilo que somos.
Ser
diferente, suportar o nosso carácter, o nosso
Temperamento.
Ser
diferente, suportar que as pessoas que
Amamos,
não nos amem, ou que não nos amem como gostaríamos” (Sara Teixeira)
“Ser
diferente, com todo o valor
Tomar
atitudes com todo o vigor
Não ceder
às pressões
E nunca
quebrar as leis eternas.
Ter
consciência, suportar a dor
O segredo
é a experiência
Os nossos
desejos em plena percussão
Temos de
suportar quem amamos
E evitar
a traição
Ser
diferente, ter o nosso carácter, tem tudo a ver
Com a
superioridade intelectual de uma pessoa.” (Bruno Brás)
“O ser
diferente não é a
Salvação
é apenas
Quebrar o
que temos
No coração.
Ser
diferente
Ou
intelectual
Barrigudos
Carecas
ou
Até um
cão.
A
superioridade não é
Ser
aquilo que não
Somos é
querer ser
Aquilo
que nunca
Fomos.
Na vida
São
humanos e é a
Vida em
si
Pois a
sabedoria
Só depende
de ti
Ser nós
próprios
Temos de
ter a
Consciência
da vida
Se o
mundo aceita
A nossa
sabedoria” (Hélder)
“Ser
diferente
É tomar
atitudes
Dolorosas,
Esta é a
maior tragédia
Que o
destino pode
Suportar
no coração.” (Ana Silva)
“Ser
diferente, o desejo de ser outro, um desejo doloroso, a maior tragédia que pode
castigar o homem. Temos de nos conformar com o que significamos para nós
próprios e para o mundo, temos de suportar a traição, a infidelidade, a
superioridade, a consciência, o egoísmo entre outros ataques dos lobos. O
segredo é isso, temos de suportar é a nossa única salvação.” (Filipa Matos)
“A maior
tragédia com que o destino pode castigar o homem é ser cão.
O não
suportar a “superioridade” moral e intelectual é a única salvação.” (Artur Pereira)
“O
destino do homem é ser cão
Ter o
respeito dos lobos
É ter a
superioridade
Moral e intelectual
E não
ceder a pressões
Dessa
sabedoria.” (Tiago Almeida)
“A única
salvação do que é diferente
É ser até
ao fim
Com todo
o valor
Todo o
vigor
Tomar as
atitudes que ninguém toma
Usar os
meios que ninguém usa
O desejo
de ser diferente
É a maior
tragédia
Com que o
destino pode castigar o homem
Não é
possível suportar a vida de outra maneira
Apenas
sabendo que nos conformamos
Com aquilo
que significamos
Para nós
próprios.” (Bruno Peneda)
“A única
salvação do que é diferente é ser diferente até ao fim.” (João Martins)
“Termos
de suportar as pessoas,
É a mais
difícil tarefa humana.
O segredo
é isso,
A coragem
é ser diferente” (Belinha)
“O
segredo forte do ser humano
É ser
diferente, é tomar atitudes,
É ter
coragem de suportar a vida.” (Vanessa Silva)
“O desejo
do ser humano
Ao
quebrar os caprichos do momento
Sabermos
e aceitarmos o temperamento
De
egoísmos a arder no tempo” (Vítor Lima)
“Ser
diferente é a maior tragédia
Sabermos
suportar é uma experiência
O mais
difícil entre as tarefas humanas
É ter consciência.”
(Vanessa Rodrigues)
“Quem é
ele? Que não quebra as leis e
Que provoca
o respeito só com as suas atitudes?
Porque
tem todo o valor, porque
É diferente.
Não cede a pressões nem
Guarda rancor.
Só sabemos que ele
É a
salvação.” (João Soares)
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Escrevinhar sobre a vida II
O Sol já nasceu a algumas horas e ainda
permaneço deitada, envolvida em lençóis e mais frases escritas que ontem. O
trabalho está adiantado e já tenho em mente o final da história.
Entre o balançar das cortinas consigo vê-la. Sempre em movimento, cheia de luz, de ânimo e objetivos. – A vida.
Pergunto-me quem terá atribuído estes nomes a esta palavra tão pequena, tão frágil, tão duvidosa.
Viver será mais importante do que aquilo que tenho entre mãos?
Há quem diga que sim.
E viver não será também aquilo que faço?
Os meus textos têm movimento, ânimo, objetivos e todo o tempo que passo à sua volta parece tempo perdido para quem me observa. Todavia são o que mais me mantém viva.
O silêncio é quebrado pelo bater da porta. É Alice com o almoço, e mais uma vez constata o meu estado, sentada, a fazer aquilo que sei fazer.
Peço-lhe que coloque no local do costume, junto à cómoda. Já é velha, de madeira antiga, está na minha família há uns anos e a última gaveta faz sempre barulho ao abrir. Por isso limito-me a usá-la apenas para guardar objetos pessoais que já não utilizo com regularidade.
Alice sai em sem comentar o estado do tempo, ou os dias que já passaram, ou como péssimo está o meu cabelo.
Instantes depois volto a colocar os olhos entre linhas, e assim passam-se mais duas horas até que a minha caneta, subitamente, para de escrever. Estava a meio de uma descrição do jardim da casa do Sr. Almeida, recentemente viúvo e com uma neta para educar, quando acabou a tinta. É a terceira este mês.
Grito por Alice, mas não obtenho resposta.
Decido levantar-me e dirijo-me à secretária junto à janela. Abro a primeira gaveta, a segunda, vasculho entre os papéis soltos, empilhados sob cadernos gastos, e não encontro uma única caneta. Tem que ser uma caneta preta.
Visto umas calças brancas e uma blusa fina que agora está uns números a cima, mas não me importo.
Há uma luz que me encandeia os olhos, ao abrir a porta principal, aquela que também aparece nos meus livros. Ouço risos de crianças que brincam no fundo da rua e carros que se desviam de bolas que por vezes aparecem à frente das suas rodas.
O quiosque mais próximo fica a trezentos metros de minha casa e durante não consigo tirar do meu pensamento a frase que ficou a meio. Não me posso distrair. Nem há distração possível, pois tudo o que vejo, ouço e cheiro não alcança aquilo que vivo. A minha realidade.
Mónica Sousa
Entre o balançar das cortinas consigo vê-la. Sempre em movimento, cheia de luz, de ânimo e objetivos. – A vida.
Pergunto-me quem terá atribuído estes nomes a esta palavra tão pequena, tão frágil, tão duvidosa.
Viver será mais importante do que aquilo que tenho entre mãos?
Há quem diga que sim.
E viver não será também aquilo que faço?
Os meus textos têm movimento, ânimo, objetivos e todo o tempo que passo à sua volta parece tempo perdido para quem me observa. Todavia são o que mais me mantém viva.
O silêncio é quebrado pelo bater da porta. É Alice com o almoço, e mais uma vez constata o meu estado, sentada, a fazer aquilo que sei fazer.
Peço-lhe que coloque no local do costume, junto à cómoda. Já é velha, de madeira antiga, está na minha família há uns anos e a última gaveta faz sempre barulho ao abrir. Por isso limito-me a usá-la apenas para guardar objetos pessoais que já não utilizo com regularidade.
Alice sai em sem comentar o estado do tempo, ou os dias que já passaram, ou como péssimo está o meu cabelo.
Instantes depois volto a colocar os olhos entre linhas, e assim passam-se mais duas horas até que a minha caneta, subitamente, para de escrever. Estava a meio de uma descrição do jardim da casa do Sr. Almeida, recentemente viúvo e com uma neta para educar, quando acabou a tinta. É a terceira este mês.
Grito por Alice, mas não obtenho resposta.
Decido levantar-me e dirijo-me à secretária junto à janela. Abro a primeira gaveta, a segunda, vasculho entre os papéis soltos, empilhados sob cadernos gastos, e não encontro uma única caneta. Tem que ser uma caneta preta.
Visto umas calças brancas e uma blusa fina que agora está uns números a cima, mas não me importo.
Há uma luz que me encandeia os olhos, ao abrir a porta principal, aquela que também aparece nos meus livros. Ouço risos de crianças que brincam no fundo da rua e carros que se desviam de bolas que por vezes aparecem à frente das suas rodas.
O quiosque mais próximo fica a trezentos metros de minha casa e durante não consigo tirar do meu pensamento a frase que ficou a meio. Não me posso distrair. Nem há distração possível, pois tudo o que vejo, ouço e cheiro não alcança aquilo que vivo. A minha realidade.
Mónica Sousa
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Escrevinhar sobre a vida...
“A capacidade que temos de nos admirarmos a
nós próprios é imensa, a razão para isso é a nossa falta de coragem para nos
descobrirmos a nós mesmos. Quase tudo o que sabemos sobre nós são outras
pessoas que nos veem por fora e que falam sem muitas vezes saberem por que razão
somos assim e começam a criticar o que parecemos ser e não o que realmente
somos. Por essa mesma razão é que eu acredito que temos medo de mostrar quem
realmente somos ou ainda pior, eu acho que muitas vezes não sabemos quem somos,
porque nos escondemos atrás do que tentamos parecer para sermos melhor vistos pela
sociedade.
Seremos nós prisioneiros da nossa própria mente?”
André DuarteSeremos nós prisioneiros da nossa própria mente?”
Senti coisas que nunca havia sentido e só
agora a vida ganhou um sentido, só agora sei o que quero, pois só agora te
conheci.
E só após te conhecer, me conheci a mim, pois
só viver contigo, esta vida me faz querer.”
João Jesus
Caro leitor, se está a ler esta carta é
porque és um gajo sem respeito pela privacidade dos outros, lá por eu estar
aqui estatelado no chão e tu vês um pedaço de papel com letras vens logo ler, e
ficas já avisado que se me levas os 100 euros que tenho na carteira vou te
assombrar para o resto da tua vida…… Foste lá ver não foste? Tu achas mesmo que
eu me ia atirar de lá de cima com 100 euros na carteira e não os ia gastar
primeiro? És muito nabo! Mas pronto vamos lá ao verdadeiro objectivo desta
carta.
Eu estou a escrever isto porque segundo a
igreja o que eu fiz dá direito a uma passagem de ida para o inferno, mas eu
antes disso queria provar que depois da morte não há mais nada. A maneira de eu
demonstrar isso mesmo é estar a ver-te a ler isto e no momento que chegares
aqui dar-te semelhante chapada para te virar a cara para o cu! Sentiste-a? A
partir daqui tens dois percursos:
1º Se a sentiste diz a minha família o que eu
fui para o inferno porque me suicidei para dar uma lapada em alguém.
2º Se não a sentiste diz que é para enterrar!”
Mauro Monteiro
Uma tarde chuvosa, um homem indeciso entre a
vida e a morte. Farto de discriminação, em que cada movimento que ele fazia,
demonstrava as feridas que em tempos mentes fechadas abriram. Tudo por causa de
uns trapos diferentes do comum. Impressionante como a cor de pele pode mudar
tanta coisa. O que a comunidade se esquece é que em tempos tudo era a base de
preto e branco. As duas cores sempre estiveram ligadas… Enfim, comecei por
falar no singular e já estou a falar no plural, porque ninguém consegue viver
sozinho, e nós somos o reflexo do que nos rodeia. Infelizmente em vez de
desenvolvermos o sentimento de generosidade, temos de criar uma barreira de
força psicológica, para sermos capazes de lidar com todas as bocas que podemos
ouvir, dia-a-dia, hora a hora, minuto a minuto. O que também é triste é que
muitas almas inocentes não são capazes de lidar com a pressão da discriminação
e tentam o pior. A morte deixa de ser temida, e passa a ser uma solução. O medo
de morrer acaba.”
Ricardo Pinto
Só as pessoas que estiveram na escola são inteligentes?!?!?!
Hoje em dia as pessoas têm ideias
pré-concebidas, sendo uma delas a ideia de que apenas as pessoas que frequentam
o ensino escolar são inteligentes e têm melhores expectativas e oportunidades
no seu futuro. Não é que não seja de certa forma verdade, mas também temos que
ter em conta que a experiência de vida também é muito importante. Por vezes há
algumas pessoas que são privadas da sua educação, mas por outro lado os
problemas ou dificuldades que as levaram a abandonar este ensino são tão fortes
que fazem com que as pessoas cresçam e se preparem melhor para a dita “escola
da vida”. Este tipo de ensino faz com que a pessoa por ter menos estudos seja,
um melhor ou pior trabalhador no futuro. Por outro lado, como foi “forçada” a
crescer muito depressa, tem outras preparações como uma maior responsabilidade
e perceção da vida real e um certo à vontade na comunidade.
No nosso entender, o caminho para uma vida de
sucesso é um meio-termo, ou seja, idealizar assim cada um dos caminhos a seguir
e tomar melhores decisões para cada problema que lhe surja de uma forma mais
segura, responsável e autónoma.
Filipa
Matos & Vítor LimaA importância dos relacionamentos
Todos
os relacionamentos são importantes, pois eles levam-nos a termos um melhor autoconhecimento
sobre nós próprios e sobre os outros, assim como termos um melhor aperfeiçoamento
sobre a vida.
Desde
bem pequeninos que começamos com um dos mais importantes relacionamentos, o de
mãe/filho. A partir do momento que nos “desapegamos” da mãe vamos tendo ao
longo da vida vários tipos de relacionamentos sejam eles de amizade, amorosos,
trabalho, companheirismo,…
Todos
eles ensinam-nos, trazem-nos responsabilidade, mostrando-nos o nosso limite e
por muitas vezes saímos magoados, mas mesmo estes ensinam-nos algo; fazem-nos
mais fortes, endurecem a nossa personalidade, fazendo de nós pessoas melhores.
Devemos
nunca nos arrepender do que fazemos mas sim retirar algo do que fizemos.
Os
relacionamentos servem para amadurecermos, para vivermos em sociedade e para
nos darmos com a sociedade.
Ser
diferente nem sempre é mau desde que consigamos mostrar que ser, ter, viver,
saber, errar e se relacionar são os simples passos do ser humano.
Ana
Silva
Sara
Teixeira
Tiago
Almeida
A atualização constante
Nós enquanto
cidadãos devemo-nos manter sempre atualizados. Atualizamo-nos através da
internet, dos jornais, da televisão, da rádio e/ou através das viagens
realizadas (dentro e fora do país), onde em alguns casos acontece a emigração,
definitiva ou não.
A nível
profissional, devemos ser/estar sempre atualizados, sempre prontos a aprender,
sempre abertos a inovar, pois no fundo, irá abrir-nos novos horizontes.
Como no
documentário visualizado nesta sessão, deu-nos a perceber que as formas de
atualização constante é muito importante para a nossa vida, para a nossa
vivência. Por exemplo, se quisermos emigrar, devemos estar informados sobre as
culturas, as regras do país para o qual se vai, deve-se estar preparado para as
situações que vamos encontrar e para o nosso ciclo da vida. É bom
para conhecermos novas culturas, abrir novos horizontes, pois através disso,
podemos ser alguém na vida.
Em suma, as
formas de atualização constante são importantes a todos os níveis, tanto social
como profissional, pois de cada vivência que temos conseguimos ter sempre a
experiência, pois a experiência da vida é o mais importante de tudo.
Belinha
João Soares
Bruno Peneda
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