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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Bookcrossing no CESAE Porto

No dia 25 de fevereiro de 2015, foi criada uma zona oficial de Bookcrossing, nas instalações do CESAE Porto.

O Bookcrossing consiste numa biblioteca mundial que tem como plataforma de base a internet, onde as pessoas podem aceder às informações específicas sobre o livro que pretendem ler. Nessa mesma plataforma, poderão ainda encontrar as coordenadas para saber onde os livros que estão registados foram libertados (se foram libertados num jardim ou numa zona oficial de Bookcrossing).

Esta ideia de criação de um local oficial de Bookcrossing tem como objetivo incentivar as pessoas (e nomeadamente os jovens) a ler vários tipos de livros (desde livros técnicos, romances, poesia a bandas desenhadas). Para além disso, o Bookcrossing incentiva ainda à troca de livros, à partilha dos mesmos, proporcionando encontros entre os leitores inscritos e tertúlias sobre temáticas relacionadas com os livros.

Nesta zona oficial de Bookcrossing, criada no CESAE Porto, estão disponíveis alguns livros. No entanto, a ideia é levar um livro e lê-lo e depois libertá-lo novamente, não o deixando estagnado em casa. Para além disso, os leitores quando levantam um livro da zona oficial de bookcrossing, deverão deixar outro (em troca) que já tenham lido ou que esteja em casa "abandonado", sem utilização há já algum tempo.

Cartazes e notícia elaborados pelos formandos do Curso de Aprendizagem de Multimédia da AEP, do CESAE Porto.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Expressando.... a liberdade





Desenhos elaborados nas sessões de formação dedicadas ao módulo "Portugal e a Europa". Debatia-se os artigos da Constituição e pensava-se como se poderia transpor a liberdade para o papel em branco. O resultado foi diverso e colorido!

Turma de Aprendizagem Técnicos de Multimédia (2014/2015)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O que é a Campanha Porto Abrigo?



Esta campanha visa ajudar aqueles que precisam de abrigo.

« Abrigo
1. Lugar de refúgio contra a intempérie.
2. porto; baía; enseada.
3.  [Figurado]  amparo.
"abrigo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/abrigo

Quando se fala de abrigo, fala-se de refúgio, de amparo, de proteção contra as intempéries da vida e, assim, o objetivo desta campanha é precisamente oferecer esse mesmo porto de auxílio para aqueles que mais necessitam dele. O abrigo compõe-se também de palavras de conforto, de gestos e  de produtos essenciais para suprir as necessidades básicas do ser humano.

A campanha serve, então, para sensibilizar a população em geral para a situação de miséria em que muitas pessoas vivem (algumas vivendo em miséria camuflada, não tendo mesmo a coragem de se mostrar), pelo que urge, assim, tomar-se uma atitude, através de diversas formas.

Sendo assim, a campanha pretende espalhar alguma esperança e felicidade na cidade do Porto através da distribuição de :
-         géneros alimentícios para bebés e adultos
-         produtos de higiene para bebés
-         brinquedos
-         roupa e calçado para bebé, criança e adulto
-         palavras de conforto e de esperança (cartões/bilhetes/cartas).

 A campanha Porto Abrigo será realizada nas instalações do CESAE até dia 17 de dezembro. Serão colocadas caixas na entrada do CESAE Porto para a recolha dos bens acima referidos. Se porventura as pessoas não quiserem contribuir com bens, seria um gesto bonito contribuir, pelo menos, com algumas palavras de conforto e esperança num pequeno cartão ou bilhete, que serão postos numa caixa apropriada para o efeito.

No dia 20 de dezembro, far-se-á a saída para a distribuição de tudo o que foi recolhido até dia 17.

Para isso, o CESAE Porto irá trabalhar juntamente com várias associações : Núcleo Bonfim - Porto e Associação Portuguesa de Reiki - Sede no Académico Futebol Clube , Coração de Rua, Bebés de São João e Igreja NªSªConceição (Porta Solidária).

Cartaz elaborado pela Turma de Multimédia CESAE, do CESAE Porto

Existe o Norte e o resto....

           
 Baseando-se no texto de Miguel Esteves Cardoso com o título “Norte”, os formandos da turma CESAE de Multimédia, do CESAE Porto, partiram à descoberta das opiniões sobre as diferenças de pronúncias entre as regiões pelas ruas da cidade do Porto, fundamentalmente no Mercado do Bolhão, na Sé do Porto e nas ruas em redor destes locais emblemáticos.

Encontraram diversas pessoas extremamente ligadas ao Norte, defendendo as suas formas de falar, algumas adquiridas nos bairros onde nasceram, outras influenciadas pelas famílias de onde vieram e outras provenientes das regiões que os protegeram durante algum tempo.

Os formandos aperceberam-se que dentro do próprio Norte há distinção entre as pessoas (por exemplo entre o Douro e o Minho). De notar que atualmente as pessoas do Norte (do Porto mais propriamente) já utilizam e reconhecem várias palavras usadas noutros locais de Portugal Continental, nomeadamente em Lisboa, como são o exemplo das palavras: “cimbalino” para “bica”, “estrugido” para “refogado”, “bitoque” por “prego”, entre outras. Os formandos perceberam que apesar de algumas questões de pronúncia (distinção a nível da fonia), existe já um vocabulário que é generalizado e utilizado por várias pessoas em vários locais do país.


Turma Multimédia CESAE, CESAE Porto

Diversidade linguística nas ruas do Porto

A turma de Multimédia da AEP, do CESAE Porto, cirandou pelas ruelas portuenses em busca de encantos linguísticos. Procurou e encontrou muitas maravilhas que provam a diversidade linguística.


https://www.youtube.com/watch?v=8Jx20F8mctw

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Aprecio e incomoda-me



Uma miscelânea de excertos de textos dos formandos da Turma de Multimédia da AEP...

"Aprecio a beleza, emoção e as sensações.
Incomoda-me o vento. Aprecio a cidade do Porto. Aprecio Rock.
Incomodam-me pessoas indecentes.
Aprecio as pessoas que estão comigo. Incomoda-me o facto de ter de vir para aqui às 9h.
Aprecio um bom jogo de futebol e uma peladinha com os amigos. Incomoda-me o facto de algumas pessoas fingirem aquilo que não são.
Incomoda-me não ter água no meu copo. Incomoda-me falar sozinho. Aprecio o latido dos cães em conjunto com a música de fundo.
Aprecio as boas coisas que o mundo nos proporciona mas acima de tudo aprecio a minha liberdade.
Aprecio a esperança.
Incomoda-me a discriminação (...) somos todos iguais e acabamos todos da mesma maneira, mortos e debaixo da terra. Aprecio.... aprecio quem está sempre lá para mim; aprecio quem tem o dom de me fazer sorrir quando me apetece chorar.
Incomoda-me quando falo para as pessoas e elas não me respondem (...) incomoda-me quando me ignoram. Aprecio a vida, tento vivê-la ao máximo da melhor maneira possível.
Aprecio o amor verdadeiro.
Incomoda-me a desconfiança que muitas vezes existe sem haver indícios para isso acontecer, pessoas que não pensam por elas próprias. Incomoda-me quando me acordam antes do tempo.
Incomoda-me o frio nos olhos daqueles que estão sós e não o conseguem superar. Aprecio a alegria inquieta da interrogação, o ser-se criança quando na verdade já se cresceu.
Outra coisa que aprecio bastante na vida é o amor entre amigos, o amor das amizades, acho que o amor em si é bastante poderoso. O que me incomoda é o facto de certas pessoas serem tão mas tão egocêntricas... pensam que o mundo gira à sua volta, isso incomoda-me profundamente.
Incomoda-me quando toda a gente fala e eu não posso falar. Aprecio quando as pessoas têm uma grande amizade e que a amizade nunca acabe.
Incomoda-me não saber mais do que aquilo que já sei. Gosto da vida e de viver."

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A diversidade


A partir de um texto sobre a diversidade, os formandos foram  convidados a elaborar um poema, retirando todo o texto que não fazia falta, deixando apenas aquele que eles necessitavam para conseguirem atingir coerência no seu texto poético. Eis as preciosidades...

“À medida que nos libertamos do nosso próprio medo, a nossa presença liberta automaticamente outros.” (Rafael Rosa)

“Ser diferente, tomar atitudes que ninguém toma,

E usar os meios que ninguém usa.

Ser diferente, conformar com aquilo que somos.

Ser diferente, suportar o nosso carácter, o nosso

Temperamento.

Ser diferente, suportar que as pessoas que

Amamos, não nos amem, ou que não nos amem como gostaríamos” (Sara Teixeira)

 

“Ser diferente, com todo o valor

Tomar atitudes com todo o vigor

Não ceder às pressões

E nunca quebrar as leis eternas.

Ter consciência, suportar a dor

O segredo é a experiência

Os nossos desejos em plena percussão

Temos de suportar quem amamos

E evitar a traição

Ser diferente, ter o nosso carácter, tem tudo a ver

Com a superioridade intelectual de uma pessoa.” (Bruno Brás)

 

“O ser diferente não é a

Salvação é apenas

Quebrar o que temos

No coração.

 

Ser diferente

Ou intelectual

Barrigudos

Carecas ou

Até um cão.

 

A superioridade não é

Ser aquilo que não

Somos é querer ser

Aquilo que nunca

Fomos.

 

Na vida

São humanos e é a

Vida em si

Pois a sabedoria

Só depende de ti

 

Ser nós próprios

 

Temos de ter a

Consciência da vida

Se o mundo aceita

A nossa sabedoria” (Hélder)

 

“Ser diferente

É tomar atitudes

Dolorosas,

Esta é a maior tragédia

Que o destino pode

Suportar no coração.” (Ana Silva)

 

“Ser diferente, o desejo de ser outro, um desejo doloroso, a maior tragédia que pode castigar o homem. Temos de nos conformar com o que significamos para nós próprios e para o mundo, temos de suportar a traição, a infidelidade, a superioridade, a consciência, o egoísmo entre outros ataques dos lobos. O segredo é isso, temos de suportar é a nossa única salvação.” (Filipa Matos)

“A maior tragédia com que o destino pode castigar o homem é ser cão.

O não suportar a “superioridade” moral e intelectual é a única salvação.” (Artur Pereira)

 

“O destino do homem é ser cão

Ter o respeito dos lobos

É ter a superioridade

Moral e intelectual

E não ceder a pressões

Dessa sabedoria.” (Tiago Almeida)

 

“A única salvação do que é diferente

É ser até ao fim

Com todo o valor

Todo o vigor

Tomar as atitudes que ninguém toma

Usar os meios que ninguém usa

O desejo de ser diferente

É a maior tragédia

Com que o destino pode castigar o homem

Não é possível suportar a vida de outra maneira

Apenas sabendo que nos conformamos

Com aquilo que significamos

Para nós próprios.” (Bruno Peneda)

 

“A única salvação do que é diferente é ser diferente até ao fim.” (João Martins)

 

“Termos de suportar as pessoas,

É a mais difícil tarefa humana.

O segredo é isso,

A coragem é ser diferente” (Belinha)

 

“O segredo forte do ser humano

É ser diferente, é tomar atitudes,

É ter coragem de suportar a vida.” (Vanessa Silva)

 

“O desejo do ser humano

Ao quebrar os caprichos do momento

Sabermos e aceitarmos o temperamento

De egoísmos a arder no tempo” (Vítor Lima)

 

“Ser diferente é a maior tragédia

Sabermos suportar é uma experiência

O mais difícil entre as tarefas humanas

É ter consciência.” (Vanessa Rodrigues)

 

“Quem é ele? Que não quebra as leis e

Que provoca o respeito só com as suas atitudes?

Porque tem todo o valor, porque

É diferente. Não cede a pressões nem

Guarda rancor. Só sabemos que ele

É a salvação.” (João Soares)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Escrevinhar sobre a vida II

  O Sol já nasceu a algumas horas e ainda permaneço deitada, envolvida em lençóis e mais frases escritas que ontem. O trabalho está adiantado e já tenho em mente o final da história.
  Entre o balançar das cortinas consigo vê-la. Sempre em movimento, cheia de luz, de ânimo e objetivos. – A vida.
  Pergunto-me quem terá atribuído estes nomes a esta palavra tão pequena, tão frágil, tão duvidosa.
   Viver será mais importante do que aquilo que tenho entre mãos?
  Há quem diga que sim.
  E viver não será também aquilo que faço?
  Os meus textos têm movimento, ânimo, objetivos e todo o tempo que passo à sua volta parece tempo perdido para quem me observa. Todavia são o que mais me mantém viva.
  O silêncio é quebrado pelo bater da porta. É Alice com o almoço, e mais uma vez constata o meu estado, sentada, a fazer aquilo que sei fazer.
  Peço-lhe que coloque no local do costume, junto à cómoda. Já é velha, de madeira antiga, está na minha família há uns anos e a última gaveta faz sempre barulho ao abrir. Por isso limito-me a usá-la apenas para guardar objetos pessoais que já não utilizo com regularidade.
  Alice sai em sem comentar o estado do tempo, ou os dias que já passaram, ou como péssimo está o meu cabelo.
  Instantes depois volto a colocar os olhos entre linhas, e assim passam-se mais duas horas até que a minha caneta, subitamente, para de escrever. Estava a meio de uma descrição do jardim da casa do Sr. Almeida, recentemente viúvo e com uma neta para educar, quando acabou a tinta. É a terceira este mês.
  Grito por Alice, mas não obtenho resposta.
  Decido levantar-me e dirijo-me à secretária junto à janela. Abro a primeira gaveta, a segunda, vasculho entre os papéis soltos, empilhados sob cadernos gastos, e não encontro uma única caneta. Tem que ser uma caneta preta.
  Visto umas calças brancas e uma blusa fina que agora está uns números a cima, mas não me importo.   
  Há uma luz que me encandeia os olhos, ao abrir a porta principal, aquela que também aparece nos meus livros.  Ouço risos de crianças que brincam no fundo da rua e carros que se desviam de bolas que por vezes aparecem à frente das suas rodas.
O quiosque mais próximo fica a trezentos metros de minha casa e durante não consigo tirar do meu pensamento a frase que ficou a meio. Não me posso distrair. Nem há distração possível, pois tudo o que vejo, ouço e cheiro não alcança aquilo que vivo. A minha realidade.

Mónica Sousa

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Escrevinhar sobre a vida...


“A capacidade que temos de nos admirarmos a nós próprios é imensa, a razão para isso é a nossa falta de coragem para nos descobrirmos a nós mesmos. Quase tudo o que sabemos sobre nós são outras pessoas que nos veem por fora e que falam sem muitas vezes saberem por que razão somos assim e começam a criticar o que parecemos ser e não o que realmente somos. Por essa mesma razão é que eu acredito que temos medo de mostrar quem realmente somos ou ainda pior, eu acho que muitas vezes não sabemos quem somos, porque nos escondemos atrás do que tentamos parecer para sermos melhor vistos pela sociedade.
Seremos nós prisioneiros da nossa própria mente?”
André Duarte

 
“De manhã acordei com sono porque fiquei até tarde a pensar em ti.
Senti coisas que nunca havia sentido e só agora a vida ganhou um sentido, só agora sei o que quero, pois só agora te conheci.
E só após te conhecer, me conheci a mim, pois só viver contigo, esta vida me faz querer.”

João Jesus

 “É para enterrar!

Caro leitor, se está a ler esta carta é porque és um gajo sem respeito pela privacidade dos outros, lá por eu estar aqui estatelado no chão e tu vês um pedaço de papel com letras vens logo ler, e ficas já avisado que se me levas os 100 euros que tenho na carteira vou te assombrar para o resto da tua vida…… Foste lá ver não foste? Tu achas mesmo que eu me ia atirar de lá de cima com 100 euros na carteira e não os ia gastar primeiro? És muito nabo! Mas pronto vamos lá ao verdadeiro objectivo desta carta.

Eu estou a escrever isto porque segundo a igreja o que eu fiz dá direito a uma passagem de ida para o inferno, mas eu antes disso queria provar que depois da morte não há mais nada. A maneira de eu demonstrar isso mesmo é estar a ver-te a ler isto e no momento que chegares aqui dar-te semelhante chapada para te virar a cara para o cu! Sentiste-a? A partir daqui tens dois percursos:

1º Se a sentiste diz a minha família o que eu fui para o inferno porque me suicidei para dar uma lapada em alguém.

2º Se não a sentiste diz que é para enterrar!”

Mauro Monteiro

 Looping infinito

Uma tarde chuvosa, um homem indeciso entre a vida e a morte. Farto de discriminação, em que cada movimento que ele fazia, demonstrava as feridas que em tempos mentes fechadas abriram. Tudo por causa de uns trapos diferentes do comum. Impressionante como a cor de pele pode mudar tanta coisa. O que a comunidade se esquece é que em tempos tudo era a base de preto e branco. As duas cores sempre estiveram ligadas… Enfim, comecei por falar no singular e já estou a falar no plural, porque ninguém consegue viver sozinho, e nós somos o reflexo do que nos rodeia. Infelizmente em vez de desenvolvermos o sentimento de generosidade, temos de criar uma barreira de força psicológica, para sermos capazes de lidar com todas as bocas que podemos ouvir, dia-a-dia, hora a hora, minuto a minuto. O que também é triste é que muitas almas inocentes não são capazes de lidar com a pressão da discriminação e tentam o pior. A morte deixa de ser temida, e passa a ser uma solução. O medo de morrer acaba.”

Ricardo Pinto

Só as pessoas que estiveram na escola são inteligentes?!?!?!


Hoje em dia as pessoas têm ideias pré-concebidas, sendo uma delas a ideia de que apenas as pessoas que frequentam o ensino escolar são inteligentes e têm melhores expectativas e oportunidades no seu futuro. Não é que não seja de certa forma verdade, mas também temos que ter em conta que a experiência de vida também é muito importante. Por vezes há algumas pessoas que são privadas da sua educação, mas por outro lado os problemas ou dificuldades que as levaram a abandonar este ensino são tão fortes que fazem com que as pessoas cresçam e se preparem melhor para a dita “escola da vida”. Este tipo de ensino faz com que a pessoa por ter menos estudos seja, um melhor ou pior trabalhador no futuro. Por outro lado, como foi “forçada” a crescer muito depressa, tem outras preparações como uma maior responsabilidade e perceção da vida real e um certo à vontade na comunidade.

No nosso entender, o caminho para uma vida de sucesso é um meio-termo, ou seja, idealizar assim cada um dos caminhos a seguir e tomar melhores decisões para cada problema que lhe surja de uma forma mais segura, responsável e autónoma.
Filipa Matos & Vítor Lima

A importância dos relacionamentos

Todos os relacionamentos são importantes, pois eles levam-nos a termos um melhor autoconhecimento sobre nós próprios e sobre os outros, assim como termos um melhor aperfeiçoamento sobre a vida.
Desde bem pequeninos que começamos com um dos mais importantes relacionamentos, o de mãe/filho. A partir do momento que nos “desapegamos” da mãe vamos tendo ao longo da vida vários tipos de relacionamentos sejam eles de amizade, amorosos, trabalho, companheirismo,…
Todos eles ensinam-nos, trazem-nos responsabilidade, mostrando-nos o nosso limite e por muitas vezes saímos magoados, mas mesmo estes ensinam-nos algo; fazem-nos mais fortes, endurecem a nossa personalidade, fazendo de nós pessoas melhores.
Devemos nunca nos arrepender do que fazemos mas sim retirar algo do que fizemos.
Os relacionamentos servem para amadurecermos, para vivermos em sociedade e para nos darmos com a sociedade.
Ser diferente nem sempre é mau desde que consigamos mostrar que ser, ter, viver, saber, errar e se relacionar são os simples passos do ser humano.
Ana Silva
Sara Teixeira
Tiago Almeida

A atualização constante

Nós enquanto cidadãos devemo-nos manter sempre atualizados. Atualizamo-nos através da internet, dos jornais, da televisão, da rádio e/ou através das viagens realizadas (dentro e fora do país), onde em alguns casos acontece a emigração, definitiva ou não.
A nível profissional, devemos ser/estar sempre atualizados, sempre prontos a aprender, sempre abertos a inovar, pois no fundo, irá abrir-nos novos horizontes.
Como no documentário visualizado nesta sessão, deu-nos a perceber que as formas de atualização constante é muito importante para a nossa vida, para a nossa vivência. Por exemplo, se quisermos emigrar, devemos estar informados sobre as culturas, as regras do país para o qual se vai, deve-se estar preparado para as situações que vamos encontrar e para o nosso ciclo da vida. É bom para conhecermos novas culturas, abrir novos horizontes, pois através disso, podemos ser alguém na vida.
Em suma, as formas de atualização constante são importantes a todos os níveis, tanto social como profissional, pois de cada vivência que temos conseguimos ter sempre a experiência, pois a experiência da vida é o mais importante de tudo.
Belinha
João Soares
Bruno Peneda

À procura de uma vida melhor

 


Viajar é um meio que leva o ser humano a renovar-se interiormente. Leva a pessoa a fazer uma reflexão relativamente a conceitos, rever posicionamentos pessoais e também retomar valores que achamos de absoluta importância.

Na viagem é possível haver muitas oportunidades de aprendizagem, como conhecer pessoas de outras cidades ou etnias e assim podemos aumentar o nosso círculo de amizades. A viagem proporciona a quem viaja um bem-estar, um voltar a si, é um adquirir de conhecimentos.
Quando nós portugueses saímos do nosso país ”Portugal” à procura de uma vida melhor, é um risco porque pode correr mal mas também pode correr bem, pois temos de saber para onde vamos e se temos trabalho garantido, porque às vezes dizem-nos que temos trabalho e chegamos ao destino e não é verdade, acontece com muitos e muitos emigrantes.
 
Existem alguns benefícios como enriquecer tanto em linguagem como na forma de saber lidar com os problemas da vida, também ficamos com mais conhecimento a nível de culturas, pessoas, línguas, etc.

Existem algumas implicações como por exemplo, a Língua porque temos que saber falar a língua desse mesmo país e isso, por vezes, atrapalha o integramento nessa sociedade… para além das saudades que sentimos da família e do país natal, pois tem de se saber gerir bem as emoções.
Depois pouco a pouco, começa-se por conhecer novas pessoas que muitas vezes são portugueses e, por vezes, da nossa cidade que faz com que fiquemos ainda mais felizes, porque já não nos sentimos tão sozinhos.

De resto vai-se vivendo como em Portugal, renda de casa para pagar, comida, carro, é tudo igual… mas com mais ajudas para as crianças do que em Portugal, assim vai-se vivendo a vida pouco a pouco. Passado algum tempo habituámo-nos aquele país, à língua, às pessoas, etc. É tudo uma questão de hábito. Ganha-se mais do que em Portugal, e quem souber poupar o dinheiro pode levar uma boa vida.

Tentar e falhar é Pelo Menos APRENDER. Não chegar a tentar é sofrer uma inestimável Perda do que poderia ter Sido." (Geraldo Eustáquio)
Vanessa Silva
Rafael
Hélder

 

Instantes pintados em letras


“Numa tarde de Inverno, o dia era soalheiro e calmo. Eu e o meu colega estávamos de livro na mão num curto espaço de tempo dedicado à leitura.
Era agradável o ambiente, ele lia, eu ouvia, disfrutava de um cigarro que lentamente queimava ao sabor da brisa que ali passava enquanto ouvia as palavras do testemunho de José Cardoso Pires, algo inédito... Testemunho esse de uma doença que ele tivera e relatara de uma maneira incrível, pormenorizada, parecia que eu próprio estava a viver a sua história.
Mudança de plano, agora era a minha vez de ler e saltar as linhas de parágrafos inacabados (uma maneira diferente de escrever, tal como José Saramago), eu conseguia viver a sua história, visualizava, repartia as sensações com quem ouvia e com quem escreveu… Uma história marcante, não sei se pela escrita em si, ou se pelos factos relatados, o que é certo é que foi uma história vivida intensamente, sentia-me invadido pelas palavras e pela ansiedade do virar da página e viver, viver ainda mais, a vida de José Cardoso Pires.
Com certeza continuara se o tempo não terminasse e ficasse um terço do livro por ler, mais oportunidades destas surgirão, talvez agora, numa tarde de verão. “

Fábio Soares

“Com sol a bater na cara com os olhos entreabertos, letras pequeninas entravam no meu subconsciente e saíam pela minha boca, por vezes bem e por outras sem pontuação, mas é assim a lei de quem não tem por hábito a leitura recreativa. No entre linhas de leituras paralelas escutou-se ao fundo, num banco distante com vozes um tanto ruidosas, formandos entusiasmados com a força e a emoção que a leitura nos trouxe...”
Carlos Rocha Pereira
 “Estava frio na altura que saímos da sala para seguirmos para o exterior. No início da leitura, o sol aquecia-me as mãos, no final eram as palavras que aqueciam a minha alma. Ao entrar na sala, sentia a minha alma arrefecer pois as palavras nas folhas ficaram a dormir.”
João Jesus
 “Comecei por sentir imenso sono e para evitar adormecer acendi um cigarro enquanto o Rui lia. O tempo estava agradável mas a penca do Rui fazia sombra ao sol.
 A história já ia a meio, estando já Abraão numa tentativa louca de salvar os inocentes de Sodoma e Gomorra. O tipo era fraco, salvou apenas duas raparigas o pai e a mãe foi vendida para sal. O Caim andava pelas tendas a fazer filhos às mulheres da cidade.
A experiência foi engraçada, continuo sem gostar de ler, se bem que arranjei uma nova forma de talvez conseguir entreter a ideia.”
Mauro Monteiro
 “O Barulho dos carros a andar nas estradas misturado com a leitura do Santiago e de um barulho de fundo mesmo baixinho dos resto dos colegas de turma a lerem cada um o seu livro.
Cheiro não senti pois estou constipado, mas quando havia expressões de espaço em que havia menções de odor parecia que sentia esse cheiro.
Visualizei a maior parte do tempo o livro, que envolvia as palavras construídas por letras, cada uma a transcrever algo para o meu pensamento.”
Ricardo Viana


“Uma linda tarde, em que o sol raiava mas era o frio quem reinava. Havia uma guerra intensa, era a literatura a defrontar o frio. Estavam cara a cara. Felizmente a literatura acabou por vencer e contagiar quem a rodeava. Letra após letra, um pequeno monumento cheio de sabedoria se iria erguendo e ia aquecendo o interior de cada um. Ao virar de cada página, o coração acelerava com a emoção de descobrir o que há muito estava escondido a espera de ser lido. Um livro que continha um diário, foi o que me calhou. Uma sensação de estar a viver a vida de outrem. Entre pulos de alegria e tombos de tristeza, sem me aperceber lá ia penetrando num livro profundo. Até que fui interrompido por um colega que começou a fazer leitura à desgarrada comigo, momentos de diversão que me proporcionaram sentimentos adormecidos em mim. 
Enfim, foi um belo momento de leitura!”

Ricardo Pinto
 “Estava uma bela tarde para uma bela leitura, estava um tempo agradável, o sol que me batia nas costas era um sol quentinho e confortante. A paisagem também não ficou nada atrás do grande clima que se vivia naquele momento.
A leitura estava óptima e apaixonante, por momentos dava por mim de olhos fechados a imaginar-me dentro da história.”

Ruben Santiago
 “Nesta tarde de leitura no exterior, senti um bocadinho de frio na pele, quando passava uma vez ou outra uma leve brisa. Ouvia o meu parceiro a ler, com uma voz profunda, como quem sentia o que estava lendo e decidi partilhar essa sensação. Desse modo, deitei-me no banco a olhar para o céu e observava as gaivotas enquanto ouvia a leitura do meu colega. Senti uma calma de espírito nesse instante, e um relaxamento interior que me acalmou a alma.”
Ruben Silva


“Estava a sentir o abraço quente e aconchegante do sol numa tarde fria de Outono, calma, assim como a paisagem que a envolvia, numa cidade ainda adormecida pelos sons dos carros que por ela passavam. Assim estava a ser a minha leitura, apetrechada de boas sensações e cada página tinha o poder de intensificar ou de mudar o que estava a sentir e assim é o poder da leitura.
Somos aquilo que lemos!”

Tiago Moreira